Continuidade do cuidado · comunicação objetiva

Modelo de encaminhamento psicológico claro e responsável

Um encaminhamento comunica por que outra avaliação ou cuidado é recomendado, compartilhando apenas o necessário e preservando o vínculo e o sigilo.

  • Estrutura explicada
  • Baseado em fonte oficial
  • Exemplo orientativo
Resposta rápida

Encaminhar não é transferir o prontuário inteiro

O documento deve identificar a finalidade, o profissional ou serviço de destino e as informações estritamente pertinentes para continuidade do cuidado.

Explique à pessoa atendida o motivo do encaminhamento, combine o que será compartilhado e registre a decisão no prontuário.

Decisão clínica

Quando um encaminhamento pode ser necessário

O encaminhamento pode ocorrer quando a demanda exige avaliação, intervenção ou suporte complementar fora do escopo, da competência, da disponibilidade ou das condições do serviço atual.

  • Necessidade de avaliação médica ou psiquiátrica.
  • Demanda de outra especialidade ou nível de atenção.
  • Situação de urgência ou risco que exige rede de cuidado.
  • Continuidade após mudança de serviço ou território.
Comunicação

Como informar sem rotular ou expor

Descreva fatos e necessidades relevantes para o objetivo do encaminhamento. Evite conclusões categóricas que não foram avaliadas e detalhes que não ajudarão o profissional de destino.

  • Identifique a pessoa e o destino combinado.
  • Explique brevemente a finalidade e a necessidade observada.
  • Indique urgência e contatos quando pertinente.
  • Solicite devolutiva apenas quando necessária e autorizada.

Em situações de risco, siga também os protocolos e recursos da rede local; um documento isolado não substitui articulação de cuidado.

Estrutura orientativa

Um roteiro para adaptar com responsabilidade

Não é um documento clínico pronto nem substitui a análise profissional. Use como checklist de estrutura.

Etapa 1

Destinatário

Profissional, especialidade ou serviço ao qual a pessoa está sendo encaminhada.

Etapa 2

Identificação

Dados suficientes da pessoa encaminhada, respeitando necessidade e segurança.

Etapa 3

Finalidade

Razão objetiva para avaliação, cuidado complementar ou continuidade.

Etapa 4

Contexto necessário

Informações estritamente relevantes, sem reproduzir prontuário ou conteúdo íntimo.

Etapa 5

Solicitação

O que se espera do serviço de destino e nível de urgência quando aplicável.

Etapa 6

Fechamento

Contato profissional, CRP, local, data e assinatura.

Fontes oficiais

Conteúdo informativo atualizado em 9 de julho de 2026. Consulte sempre a norma e a orientação oficial aplicável ao seu caso.

Perguntas frequentes

Encaminhamento psicológico precisa ter diagnóstico?

Não. Informe a necessidade e os elementos pertinentes à finalidade. Um diagnóstico só deve aparecer quando tecnicamente fundamentado, necessário e compatível com o sigilo.

Posso encaminhar diretamente para psiquiatra?

A pessoa psicóloga pode recomendar avaliação de outro profissional quando isso for pertinente ao cuidado, explicando a finalidade e compartilhando apenas informações necessárias.

O paciente precisa autorizar o encaminhamento?

A decisão deve ser discutida com a pessoa atendida. O compartilhamento de informações precisa respeitar sigilo, finalidade e as situações excepcionais previstas ética ou legalmente.

Devo pedir retorno do profissional que recebeu?

Somente quando a devolutiva for útil à continuidade do cuidado e houver base adequada para esse compartilhamento.

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